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Quando fazer um B.O. é um só mais um problemão que o bandido te causou.

Assaltada em BH Quando fazer um B.O. é um só mais um problemão que o bandido te causou.- “VOCÊ É TURISTA?” Com esta pergunta dava-se início ao Boletim de Ocorrência (B.O.) em decorrência de um arrombamento de carro na região da Savassi (BH), um dos pontos de comemoração da Copa do Mundo 2014.  Mas, para chegar a ouvir esta pergunta e conseguir seu  B.O.,  além da tristeza de ter seu carro destruído e seus pertences levados, uma jovem estudante mineira teve que passar por um segundo dissabor, de causar  indignação a qualquer cidadão de bem.

“Você é turista?” – obviamente respondi que não, mas fico pensando se faria diferença eu ter respondido que sim (1) – esta é uma parte do relato de uma estudante que teve o carro arrombado e as duas portas da frente completamente estragadas e seus pertences levados do interior do veículo, entre os quais um Ipad, um laptop, documentos, diplomas, e outros itens de valor ou de grande importância.  E isso, na região da Savassi e em plena Copa do Mundo 2014, com milhares de turistas a mercê da criminalidade que assola a capital, Belo Horizonte circulando pela capital mineira.

Aos que se perguntam os motivos para deixar no carro todos estes pertences, a estudante explica: – deixei, porque iria a pé até bem próximo da Praça da Liberdade e fiquei com medo de ser assaltada … Pois quanta ironia não??? – Pois bem, depois de voltar ao carro e sofrer com o ocorrido, a estudante narra sua saga por um Boletim de Ocorrência. Primeiro, caminhando até um posto móvel da polícia na Praça da Liberdade para descobrir que lá os policiais - não possuem equipamentos para fazerem um simples B.O. –  foi preciso usar o próprio celular e ligar para o 190 e … esperar. A viatura chegou, depois de 40 minutos, mas tão pouco fariam o Boletim  – Eles foram até mim com a viatura apenas para me guiarem até a delegacia da Polícia Militar  – a poucas quadras dali.

Depois de mais uns 40 minutos de espera, eis que surge a pergunta  feita por um policial: “você é turista?” – Obviamente – a estudante nos conta – respondi que não, mas fico pensando se faria diferença eu ter respondido que sim…

A cena se desenrola – O policial fez a ocorrência que consta, de verdade, eu juro: “[fulana] informa que seu Ipad tem programa de rastreamento onde será possível localizar o objeto furtado quando conectado à internet. AGUARDAMOS” …. agora a responsabilidade de localizar o meu Ipad furtado é do meu próprio Ipad? 

Só isso? Não. Faltava papel na impressora, portanto era preciso procurar outra delegacia para receber o Boletim impresso.  Ocorreu que – na madrugada, em meio a um sono conturbado lembrei que na pasta de meu notebook estavam também documentos originais muito importantes para mim: (…) e então tive mais um segundo transtorno (…)  No posto policial perto de minha casa não podiam me ajudar porque a complementação do B.O. com esses meus documentos também furtados só poderia ser feita pelo policial que me atendeu na delegacia da Savassi. Eu teria que esperar um novo plantão do policial que me atendeu,  (e que eu nem sabia o nome, porque eu realmente estava transtornada na noite anterior) para completar o B.O. Retornei à delegacia da Savassi e é claro, o policial que eu precisava não estava lá…Me informaram que ou eu esperava o dia de plantão dele ou deveria ir à Polícia Civil…. Eu já não argumentava ou pedia explicações…só queria ter um B.O. em minhas mãos…Fui na delegacia da Polícia Civil e lá o policial me disse que provavelmente isso aconteceu por preguiça alheia do colega…Enfim, agradeci, peguei meu B.O., engoli minha raiva, minha tristeza e meu choro e voltei para casa – enfim me pergunto: ineficácia somada à altas demandas de serviço, pouca motivação e um ambiente sufocante de trabalho, o que mais explica esta saga para se conseguir provar que alguém foi vitimado com um crime?

(1) As frases em itálico são uma reprodução de um texto de indignação, escritas pela estudante.

Lições sobre o dia em que brancos malditos xingaram Dilma.

o DILMA facebook Lições sobre o dia em que brancos malditos xingaram Dilma.

Será que foi um tiro que saiu pela culatra?  O dia em que um bando de brancos malditos sugeriram à presidenta do Brasil ir tomar no… foi tomado pelo ex-presidente Lula, e por muitos outros formadores de opinião, como um episódio protagonizado pela elite branca de nosso país. Nas palavras de Lula: “Dilma, você viu que no estádio não tinha ninguém com cara de pobre, só você?! Não tinha ninguém, ninguém pelo menos moreninho. Era a parte bonita da sociedade, que comeu a vida inteira e chegou ao estádio para mostrar que educação a gente aprende em casa, vem de berço.” Ainda segundo ele, esta elite é formada por moleques, cretinos e preconceituosos (Não cabe um processo coletivo ai não? rs).  Gostaria de só agradece-lo, e à boa parte da imprensa, pelos esclarecimentos honestos mas não está fácil assim:

Primeiro porque qualquer estudante do ensino médio é capaz de reconhecer que os defensores de Dilma apelaram para o discurso da luta de classes (lembra-se de suas aulas de história e de sociologia?) para dizer que o que aconteceu foi mais uma vez, um embate entre a elite maldita e o povo pobre coitadinho e oprimido, representado na figura da presidentA (quanto ganha mesmo esta senhora?)

Em segundo lugar, por mais ordinário e deselegante que seja o xingamento ofertado naquele Itaquerão, ele é tão baixo como os palavrões e preconceitos destilados por Lula e por tantos outros neste país e não um privilégio de uma parte dos brasileiros, embora se tenha dito até que não são brasileiros (no sentido verdadeiro do termo) os que insultaram nossa governante.

Na verdade, estamos aprendendo com este episódio algumas coisas interessantes:

- No Brasil está claramente posicionada uma esquerda e uma esquerda contrária ao PT. A esquerda que apoia o partido de Dilma, culpa neste episódio lamentável (e necessário?) a elite,  o Aécio e a branquitude brasileira. A esquerda anti-PT culpa a todos estes mas estende a reflexão apontando para o fato de que o(s) estádio(s) onde esta elite baixou o nível foi feito para eles, com total apoio da presidentA. Em outras palavras, eles afirmam que ela levou xingo da parcela rica para quem ela eminentemente governa. Nada mais esquizofrênico do que acusar o PT do bolsa-família de governar em favor das elites… ou será que não?

- E a direita política do Brasil? Esta se perde entre sua pouca articulação, verborreias intelectuais e acusações envolvendo helicópteros cheios de pó… se bem que não estou certo de que, no momento atual, a oposição represente verdadeiramente o pensamento da direita brasileira….

- Esta atitude que temos visto na política dos últimos anos, a saber, dividir a população entre brancos e negros, ricos e pobres, homos e héteros,  cristãos e vadias e, mais precisamente este apelo ao embate entres as classes é uma estratégia ideológica clara e, penso eu, de consequências nada favoráveis. Acredito é em unidade, em educação, em uma vaia às fobias sociais e não na publicidade de que temos diferentes grupos e que apenas alguns deles são educados e civilizados para representar o Brasil.

Enfim o VTNC foi feio, grosseiro e tal, mas o buraco é maior. Entre o descontentamento e a manipulação, existe o risco de que certo chumbo grosso venha por aí. Vai depender, em partes, de como se comportarão os jogadores em campo, não no futebol, mas no cenário sócio-político, para o qual todos estamos escalados.

Na abertura da Copa, até o Fuleco ficou de fora!

fuleco Na abertura da Copa, até o Fuleco ficou de fora!
Fabrica chinesa,produzindo mais de 1 milhão de fulecos para a Copa no Brasil. (CHINA OUT AFP PHOTO).

Sempre tive dificuldades em entender esta paixão nacional que é o futebol. Mas, se é o esporte do coração da maioria dos brasileiros, se é Copa do Mundo em casa, se até o Papa Francisco uma mensagem enviou e, sobretudo, já que foram tantos recursos em um evento de proporções planetárias, minha esperança era assistir a um belo Show de Abertura, na tarde de 12 de junho de 2014, no Itaquerão. Não deu. Nem o Fuleco apareceu por lá.

Contrataram uma gringa que, fazendo jus ao esteriótipo que lhe impomos, igualmente esteriotipou o Brasil. Sabemos que aqui, em terra brasilis, a capacidade artística e a riqueza cultural são um espetáculo a parte, que gira o mundo em forma de Carnaval, de apresentações da cias de dança, de novelas e mesmo, na genialidade do futebol. A abertura made in Bélgica nos recordou todavia que a Copa deste ano é apenas no Brasil, mas nunca foi do Brasil.

Agora, além do papel de torcedor fanático que ainda exercemos bem, sabe o que realmente é nosso nesta Copa? A resposta é óbvia: a conta. O governo até tentou, divulgando uma cartilha e discursando em Rede Nacional, afirmar que gastamos apenas 25,3 bilhões em estádio e infraestruturas. -É pouco – diz o governo, se comparado aos 853 bilhões gastos, por exemplo, como saúde e educação, de 2010 para cá. Todavia, a começar pelo gol contra, não o do jogador da seleção Marcelo (p.s. Sou só eu que nem conheço os jogadores brasileiros de nossa seleção?), mas aquele do show de abertura, sumariamente criticado dentro e fora do Brasil, é de se perguntar como a administração destas duas quantias foram feita por nossos governantes.

Se a infra da Copa está inacabada, se tudo o que é feito com dinheiro público ou para o bem público custa muitas vezes mais (se bem que a roupa de Cláudia Leite, espera-se paga por ela, custou o valor de um bom apê de classe média…), é preciso se perguntar: por que cargas d’água as coisas não foram aprontadas? Minha opinião é que assim como no fiasco da abertura, a parte que coube aos brasileiros – gastar – careceu de boa administração.

Seria bacana se o Governo brasileiro, assim como fez uma Cartilha marqueteira para se safar das acusações prestar contas sobre os gastos da Copa, fizesse o mesmo e nos explicassem como foi utilizado os nossos outros 853 bilhões, para que os gritos das diversas manifestações sejam ou não legitimados. Esta é uma dúvida pertinente pois afinal, evocando a sabedoria das páginas bíblicas (só Jesus na causa?), quem é mal administrador no pouco…

Quanto a nós torcedores, caberia aprender com o padrão FIFA de qualidade: as coisas no Brasil podem não acontecer a contento, mas um nível de exigência maior de nossa parte, sugere que elas ao menos aconteçam, visto que, mesmo sem a conclusão de obras, #VaiTerCopaSim…

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Obs: A quem interessar possa, e segundo a Revista Placar, segue a explicação dos gastos para a Copa. Para quem dúvida de má-administração é só ler e tirar suas próprias conclusões:

O governo brasileiro deu números do investimento feito na Copa do Mundo de 2014, que começa dentro de 30 dias. Segundo o balanço oficial, foram 25,6 bilhões de reais gastos em obras para o torneio, entre obras de estádios e infra-estrutura. Deste valor, 83,6% saíram dos cofres públicos, sendo que apenas 4,2 bilhões de reais são da iniciativa privada.

A maior parte dos gastos foi feita para o transporte e aeroportos. Somadas, as obras de vias e transporte público e dos aeroportos dá 60,1% dos investimentos. São 33,6% (ou 8,6 bilhões de reais) com transporte terrestre e 26,5% (6,8 bilhões de reais) com o transporte aéreo. Os portos ainda somaram 2,6% do total dos investimentos, enquanto a infraestrutura das telecomunicações receberam 1,4% dos investimentos. Estes foram os gastos que ficarão como legado após o torneio.

O segundo maior gasto foi com os estádios. 27,7% dos 25,6 milhões de reais foram investidos nas reformas e construção dos 12 estádios do Mundial, totalizando 7,09 bilhões de reais. Outros 7,3% foram utilizados para segurança pública, enquanto o turismo recebeu 0,8%.

Ainda segundo os dados oficiais do governo brasileiro, as obras da Copa do Mundo geraram um total de 3,6 milhões de empregos diretos.

Fonte: PLACAR

Se você pode, por que não eles? Uma amostra do que vem por ai no uso dos smartphones.

celular Se você pode, por que não eles? Uma amostra do que vem por ai no uso dos smartphones.

Parece que foi há muito tempo atrás. Os smartphones com os seus aplicativos já são tão íntimos a nós que nem parecem coisa recente mas, como se sabe, estas belezinhas não são do tempo da vovó.  Uma das consequências quando lidamos com algo novo é que não existem regras claras, que definam as possibilidade e limites entre o aceitável e o definitivamente errado.

Que isto se aplique aos modernos celulares creio que ninguém duvide. A questão delicada e a qual quero aludir entretanto é a que diz respeito a uma outra novidade relacionada com nossos Iphones e Galaxys, para não citar todos eles. Trata-se deste nosso novo vício em conferir mensagens redes sociais, em intervalos cada vez menores de tempo. Novidade que se soma à possibilidade de “falar de graça”, aproveitando-se das promoções das operadoras e de aplicativos que permitem as ligações pela internet.

Nos últimos três dias, passei por três situações que ilustram o que acontece em um mundo de viciados em  checar os próprios smartphones a cada minuto. Entrei em uma loja de suplementos para pesquisar um produto natural recomendado pela nutricionista. Eis que o vendedor paquerava ao celular. Foi algo chato, para dizer o mínimo. Eu com um algumas perguntas para fazer e o cara me entregando produto errado, me informando preço igualmente trocado e tentando se ver livre logo, afinal eu era um cliente que estava atrapalhando a paquera dele no horário de serviço, né?

Insisti o quanto pude e na primeira oportunidade deixei minha queixa com a gerente.  Para a minha surpresa, no outro dia, o atendente de uma lanchonete também me entregou no balcão um pedido totalmente errado. Acho que o fato de ele estar falando ao celular enquanto me atendia tenha algo haver com a troca de um pão de queijo por hot-dog feito na horinha.

Mas seguramente o que presenciei a pouco me deixou encafifado. O busão para num ponto, uma mulher pede uma informação e o motorista responde que sim, o ônibus vai para tal destino, ao que todos os passageiros o corrigem com a resposta correta: não minha senhora, este ônibus não vai para este tal bairro a que a senhora se refere. O motivo da troca de itinerários pelo motorista eu não tenho certeza, mas parece que o fato de ele trocar emotions de coraçõezinhos num aplicativo de mensagens, enquanto aguardava o embarque dos passageiros, fez com que ele se esquece para onde deveria levar seu busão…

Mas afinal, os celulares estão ai, são quase onipresentes e eu, como muitos, amo checar mensagens e outras informações na tela cheia de  marcas de digitais. E vou começar a me acostumar com a ideia de ter que dividir a atenção dos vendedores e quem sabe de médicos, atendentes, escriturários e até alguns personais com os seus respectivos smartphones, afinal se eu posso me viciar em checar o zap-zap a cada minuto, por que eles não? #fail!!!!

Voto nulo não anula as eleições, ou, não acredite em qualquer bobagem.

vota em ninguem Voto nulo não anula as eleições, ou, não acredite em qualquer bobagem.

Não tem conversa, votar nulo ou em branco não anula um eleição. Estamos conversados? Se não se convenceu leia matéria publicada pelo próprio TSE (1):

De dois em dois anos, em eleições municipais ou regionais, sempre surge alguém para hastear a bandeira do voto nulo, declarando a finalidade de promover a anulação do pleito. Já passou da hora de superar essa ideia e entender, de fato, qual função pode ser atribuída ao voto nulo e ao voto em branco.

Para os defensores da campanha do voto nulo, o art. 224 do Código Eleitoral (2) prevê a necessidade de marcação de nova eleição se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país. O grande equívoco dessa teoria reside no que se identifica como “nulidade”. Não se trata, por certo, do que doutrina e jurisprudência chamam de “manifestação apolítica” do eleitor, ou seja, o voto nulo que o eleitor marca na urna eletrônica ou convencional.

A nulidade a que se refere o Código Eleitoral decorre da constatação de fraude nas eleições, como, por exemplo, eventual cassação de candidato eleito condenado por compra de votos. Nesse caso, se o candidato cassado obteve mais da metade dos votos, será necessária a realização de novas eleições, denominadas suplementares. Até a marcação de novas eleições dependerá da época em que for cassado o candidato, sendo possível a realização de eleições indiretas pela Casa Legislativa. Mas isso é outro assunto.

É importante que o eleitor tenha consciência de que, votando nulo, não obterá nenhum efeito diferente da desconsideração de seu voto. Isso mesmo: os votos nulos e brancos não entram no cômputo dos votos, servindo, quando muito, para fins de estatística. 

O Tribunal Superior Eleitoral, utilizando a doutrina de Said Farhat (3), esclarece que “Votos nulos são como se não existissem: não são válidos para fim algum. Nem mesmo para determinar o quociente eleitoral da circunscrição ou, nas votações no Congresso, para se verificar a presença na Casa ou comissão do quorum requerido para validar as decisões (4)”.

Do mesmo modo, o voto branco. Antigamente, quando o voto era marcado em cédulas e posteriormente contabilizado pela junta eleitoral, a informação sobre a possibilidade de o voto em branco ser remetido a outro candidato poderia fazer algum sentido. Isso porque, ao realizar a contabilização, eventualmente e em virtude de fraude, cédulas em branco poderiam ser preenchidas com o nome de outro candidato. Mas isso em virtude de fraude, não em decorrência do regular processo de apuração.

Hoje em dia, o processo de apuração, assim como a maneira de realizar o voto, mudou. Ambos são realizados de forma eletrônica, e a possibilidade de fraudar os votos em branco não persiste. O que se mantém é a falsa concepção de que o voto em branco pode servir para beneficiar outros candidatos, o que é uma falácia. 

O voto no Brasil é obrigatório – o que significa dizer que o eleitor deve comparecer à sua seção eleitoral, na data do pleito,  dirigir-se à cabine de votação e marcar algo na urna, ou, ao menos, justificar sua ausência. Nada obstante, o voto tem como uma das principais características a liberdade. É dizer, o eleitor, a despeito de ser obrigado a comparecer, não é obrigado a escolher tal ou qual candidato, ou mesmo a escolher candidato algum. 

Diz respeito à liberdade do voto a possibilidade de o eleitor optar por votar nulo ou em branco. É imprescindível, no entanto, que esta escolha não esteja fundamentada na premissa errada de que o voto nulo poderá atingir alguma finalidade – como a alardeada anulação do pleito. Se o eleitor pretende votar nulo, ou em branco, este é um direito dele. Importa que esteja devidamente esclarecido que seu voto não atingirá finalidade alguma e, definitivamente, não poderá propiciar a realização de novas eleições. 

Notas:

1 Texto de Polianna Pereira dos Santos, assessora da Procuradoria Regional Eleitoral em Minas Gerais (PRE/MG).
2 Art. 224. Se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias.
3 FARHAT, Said. Dicionário parlamentar e político. São Paulo: Melhoramentos; Fundação Peirópolis, 1996. 1 CD-ROM.
4 Acesse o link aqui.

Copa do Mundo. É idiota dizer “tinha que ter protestado antes”, entenda os porquês.

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É bem provável que o #NãoVaiTerCopa seja uma #hashtag  que não traduza a realidade.  Iremos ter Copa do Mundo, embora isso não signifique a alegria de todos os brasileiros. Mas, quase às vésperas da Copa no Brasil o grito e as manifestações não apenas são válidas como aliás acontecem na hora certa.  Isto porque quando o Brasil se candidatou à sediar os jogos, não havia tanto motivo para fazer barulho como agora, afinal:

- Quando o Brasil se candidatou a sediar a Copa, nos disseram que o dinheiro viria de sua maior parte, pela iniciativa privada. Hoje, sabemos que não foi o que aconteceu.

- Já que a iniciativa privada iria financiar boa parte, senão quase a totalidade das obras,  teríamos um legado para o país, mas o que se descobriu é que temos uma grande conta a ser paga com o dinheiro dos cofres públicos, ou seja, pagaremos o pato.

- O tal legado, praticamente não existiu. As obras nas rodovias, aeroportos e em outros setores, deveriam ser executadas com ou sem Copa, pois afinal, muitas destas estão em estado lastimável. E o pior é isso: elas ainda estão em estado deplorável, muitas promessas nem saíram do papel.

- Então, onde estão o trem-bala RJ-SP, a ampliação do metrô em BHTE e todas as promessas de coisas úteis a serem feitas antes da Copa?

- Falando em dívida pública, enquanto são necessários 8 estádios para a realização do grande evento, o governo brasileiro resolveu arcar com reforma/construção de 12 estádios. A questão clara aqui é:  4 Estádios a mais na conta dos cofres público, pra que?

- Não vou entrar no mérito se Manaus por exemplo precisava mesmo de um estádio com padrão FIFA de qualidade. Como irá se sustentar este estádio após a Copa é a pergunta que não quer calar.

- Enfim, a vitrine para se vender o Brasil lá fora, se mostra ineficaz. Graças aos atrasos, acidentes e à corrupção no processo de preparação para a Copa o país tem feito feio na imprensa internacional.

Logo, que venham sim os protestos nestes dias em que as lentes do mundo inteiro estarão apontadas para o país, ao menos isso dará mais “ibope” à tentativa de demonstrar ao governo e aos brasileiros que “não ligam para política” que estamos imersos em insatisfação. Com a Copa do mundo rolando e a imprensa internacional por aqui, esta é a melhor hora para os protestos.

Ps: Galera, vamos protestar de maneira inteligente, alguém por exemplo dava a ideia de amarrar uma faixa preta de luto, até mesmo sobre a camiseta verde e amarelo nos dias de jogos da seleção.  Vaiar também é algo que tem seu apelo. Agora, quebra-quebra é desordem pura e violência é perder a razão.  As vezes, uma faixa preta no braço vale mais que 100 pneus queimados.  Só acho.

 

As 4 leis da Espiritualidade ensinadas na Índia.

indias As 4 leis da Espiritualidade ensinadas na Índia.

A primeira diz: “A pessoa que vem é a pessoa certa“.

 Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

A segunda lei diz:  “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.

Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

A terceira diz: Toda vez que você iniciar é o momento certo“.

 Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

 E a quarta e última afirma:  “Quando algo termina, ele termina“.

 Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.

Os porquês de não comemorar a baixa taxa de desemprego, ou, aprenda a ler nas entrelinhas.

brasil tolos Os porquês de não comemorar a baixa taxa de desemprego, ou, aprenda a ler nas entrelinhas.

Está no destaque do G1 nesta quinta-feira santa: a Taxa de desemprego é a menor para os meses de março desde o início da contagem em 2002. Apenas 5% dos brasileiros estavam desempregados no mês de março de 2014 no Brasil! É para comemorar, certo?

Não tão certo assim.  Você sabia que para o cálculo da taxa de desemprego, a pesquisa considera por exemplo que um cidadão que trabalhou faxinando sua calçada em troca de um prato de comida é considerado empregado? E que quem está procurando emprego entra também no pacote? Ou seja,  desempregado para a pesquisa é só o cara que pode e que não quer trabalhar.

5% é portanto uma porcentagem constituída de muitos “vagabundos confessos”. E… que taxa alta! Mas, tudo bem… o que não dá mesmo  para comemorar é uma taxa baixa de desemprego que, noticiada como é, criar a falsa impressão de que as coisas no Brasil andam benfeitas…

Claro, a taxa possui seu valor, pois se os critérios são os mesmos todos os meses, os resultados podem sem comparados entre si, o que permite traçar um gráfico da evolução temporal referente ao item da pesquisa, que me recuso a chamar de desemprego, como os apresentados na página do G1.  Além disso, esta taxa é utilizada para cálculos importantes nas tomadas de decisões envolvendo a  política econômica do país. Mas está longe de ser motivo de alegria para a maior parte da população. Basta lembrar de um um outro dado: cerca de 70% dos atendidos pelo program bolsa família tem algum tipo de “emprego” mas, não recebem nem ao menos R$140,00 por mês. Por isso, estes ditos “empregados” precisam continuar recebendo o auxílio.  (Antes de me atirarem uma pedra vejam bem que eu não estou aqui a criticar o bolsa família, mas o fato de chamar empregado um cara que não ganha nem meio salário mínimo por mês). Enfim, 70% de “empregados”estão entre a linha da pobreza e a da extrema pobreza, segundo os critérios do próprio governo. É para comemorar Brasil?

Para entender um pouco mais sobre a influência de pesquisas de mercado e opinião, reveja este texto aqui.

Um texto mais punk sobre o problema envolvendo a manipulação da taxa de desemprego é este outro aqui.

(Se gostou da informação, te sugiro, compartilhe! Vamos nos educar politicamente! Grande abraço!)

No clima da original filosofia de Gilles Deleuze e Guattari.

 No clima da original filosofia de Gilles Deleuze e Guattari.

“Não seja nem uno nem múltiplo, seja multiplicidades! Faça a linha e nunca o ponto! A velocidade transforma o ponto em linha! Seja rápido, mesmo parado! Linha de chance, jogo de cintura, linha de fuga. Nunca suscite um General em você! Nunca idéias justas, justo uma ideia. Tenha idéias curtas. Faça mapas, nunca fotos nem desenhos. Seja a Pantera cor-de-rosa e que vossos amores sejam como a vespa e a orquídea, o gato e o babuíno.”

Este blog avisou: confiar em pesquisa de “opinião pública” é um problema…

ipea errou Este blog avisou: confiar em pesquisa de opinião pública é um problema...

Depois de tanto alarde sobre o resultado da pesquisa do IPEA e das campanhas que correram a internet por causa delas, eis que, de acordo com os sites de notícias, o IPEA agora afirma que errou na apresentação dos resultados.

Ora, para quem (que como eu) estava entristecido com o resultado da pesquisa, 26% não representam grande alívio sobre o modo como o brasileiro lida com a questão do sexo, da violência e da hiper-erotização (nós falamos disso neste post aqui).  Para quem contudo viu na divulgação das pesquisas um golpe do Governo para camuflar-se frente às acusações sobre a venda da Petrobrás, esta novidade sobre o erro do IPEA o que seria, um tiro no próprio pé?

Resumindo a questão: O IPEA agora diz que errou, o diretor do Instituto pediu exoneração do cargo, e o brasileiro ficou com cara de interrogação: em quem ou no que confiar?

Certo é que este causo reafirma o que expressei no post anterior: é preciso muita cautela em relação aos resultados das ditas “opiniões públicas”. A verdade dos fatos pode mesmo passar ao largo destas pesquisas. Contudo, uma vez divulgadas, as tais pesquisas atuam como formadoras de opinião, sobretudo perante a parcela da população que prefere não avaliar, ponderar e discutir.

Que este episódio, digno de Os Simpsons, nos alerte em relação às pesquisas de intenção de voto que antecedem as eleições. Quem vai na onda gerada pelas pesquisas de opinião pública, sem o menor senso crítico, geralmente não pensa por si mesmo, mas gosta de “comprar pronto” o pensamento de outros… e  ai pede para ser ludibriado.  #EuNãoTireiARoupaAtoaMasNãoDeixeiDeSerEnganada. #ProntoFaleiRs