Gente que sente uma “tristeza de Natal”.

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Há quem sonhe com o amor e há quem sofra com o amor. O mesmo vale para a ocasião do Natal. Tem gente que sente nesta ocasião uma tristeza de fundo, um sentimento de melancolia que chega a pesar mais que a sacola dos presentes. Motivos? Feliz daqueles que sabem os porquês da própria infelicidade.  Ouso apenas compartilhar alguns deles na esperança de que você, que se identifica com algum dos motivos listados abaixo, perceba que não está sozinho nesta: a bem da verdade, o Natal é triste é para muita gente.

Tem gente que é triste porque um ente querido não recebeu o induto de Natal e vai passar mais um Natal dentro da cela. Chega a ser sarcástico, mas tem gente que causa tristeza nos outros justamente por estar fora das celas no dia de Natal. E tem políticos que mesmo condenados, sequer se preocuparão com a questão.

Tem gente que sofre com o Natal do mesmo jeito que sofre com os fins das tardes de domingo, que anunciam o fechamento de mais uma semana, numa espécie de síndrome de pânico acionada pela música do Fantástico. Talvez se esqueçam que a semana terminou no sábado, que o domingo que se vai já era o primeiro dia da semana e que a vida sem estes ciclos (como o Natal e os domingos)  seria algo dificílimo de mensurar. Imagina não contar os dias para que chegasse por exemplo as merecidas férias, ou o tempo da aposentadoria?

Tem cristão que se chateia porque o Natal hoje é Papai Noel demais e Jesus menino de menos. Eles, os cristãos, também costumam chatear os outros por cobrarem mais Jesus e menos Noel no Natal. Esquecem que para um cristão Natal é todo dia e que a melhor manjedoura é o coração de cada filho de Deus. Nada de querer Jesus no presépio alheio, Jesus quer nascer é no estábulo do coração dos seus… (e isso dá tema para um outro post..)

Tem gente que sofre porque perdeu. Perdeu um amor, perdeu dinheiro no presente do amigo secreto, perdeu a graça no colorido das luzes e bolas de Natal. Se esquecem de que o Natal é tempo de pedidos, tempo de renovação das esperanças e também tempo mais de dar do que de receber.

Tem gente que acha a família um saco. Especialmente no Natal. Não toleram a hipocrisia familiar e se contentam em não ser eles mesmos o início da mudança, os que fazem a diferença.

Meu conselho para um Natal menos triste é este:  esqueça um cadinho de si, procure fazer alguém feliz. Tem sempre alguém triste, esperando uma alegria de presente de Natal.

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