Se você pode, por que não eles? Uma amostra do que vem por ai no uso dos smartphones.

celular Se você pode, por que não eles? Uma amostra do que vem por ai no uso dos smartphones.

Parece que foi há muito tempo atrás. Os smartphones com os seus aplicativos já são tão íntimos a nós que nem parecem coisa recente mas, como se sabe, estas belezinhas não são do tempo da vovó.  Uma das consequências quando lidamos com algo novo é que não existem regras claras, que definam as possibilidade e limites entre o aceitável e o definitivamente errado.

Que isto se aplique aos modernos celulares creio que ninguém duvide. A questão delicada e a qual quero aludir entretanto é a que diz respeito a uma outra novidade relacionada com nossos Iphones e Galaxys, para não citar todos eles. Trata-se deste nosso novo vício em conferir mensagens redes sociais, em intervalos cada vez menores de tempo. Novidade que se soma à possibilidade de “falar de graça”, aproveitando-se das promoções das operadoras e de aplicativos que permitem as ligações pela internet.

Nos últimos três dias, passei por três situações que ilustram o que acontece em um mundo de viciados em  checar os próprios smartphones a cada minuto. Entrei em uma loja de suplementos para pesquisar um produto natural recomendado pela nutricionista. Eis que o vendedor paquerava ao celular. Foi algo chato, para dizer o mínimo. Eu com um algumas perguntas para fazer e o cara me entregando produto errado, me informando preço igualmente trocado e tentando se ver livre logo, afinal eu era um cliente que estava atrapalhando a paquera dele no horário de serviço, né?

Insisti o quanto pude e na primeira oportunidade deixei minha queixa com a gerente.  Para a minha surpresa, no outro dia, o atendente de uma lanchonete também me entregou no balcão um pedido totalmente errado. Acho que o fato de ele estar falando ao celular enquanto me atendia tenha algo haver com a troca de um pão de queijo por hot-dog feito na horinha.

Mas seguramente o que presenciei a pouco me deixou encafifado. O busão para num ponto, uma mulher pede uma informação e o motorista responde que sim, o ônibus vai para tal destino, ao que todos os passageiros o corrigem com a resposta correta: não minha senhora, este ônibus não vai para este tal bairro a que a senhora se refere. O motivo da troca de itinerários pelo motorista eu não tenho certeza, mas parece que o fato de ele trocar emotions de coraçõezinhos num aplicativo de mensagens, enquanto aguardava o embarque dos passageiros, fez com que ele se esquece para onde deveria levar seu busão…

Mas afinal, os celulares estão ai, são quase onipresentes e eu, como muitos, amo checar mensagens e outras informações na tela cheia de  marcas de digitais. E vou começar a me acostumar com a ideia de ter que dividir a atenção dos vendedores e quem sabe de médicos, atendentes, escriturários e até alguns personais com os seus respectivos smartphones, afinal se eu posso me viciar em checar o zap-zap a cada minuto, por que eles não? #fail!!!!