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Balanço do governo federal sobre a COPA é desonesto e politiqueiro.

a dilma Balanço do governo federal sobre a COPA é desonesto e politiqueiro.

 

Nessa segunda-feira (14) a presidente Dilma Rousseff  apresentou para a imprensa um “”balanço” sobra a Copa do Mundo.  Chamo a atenção para a rapidez com que o tal “balanço” foi feito mas, em todo caso, o que foi apresentado lembra em muito um discurso eleitoral de propaganda política. Estavam lá,  entre outros, José Eduardo Cardozo (da Justiça), Aldo Rebelo(do Esporte), Paulo Bernardo (das Comunicações), Thomas Traumann (da Comunicação Social), Luiz Alberto Figueiredo (das Relações Exteriores) e Celso Amorim (da Defesa). E Dilma afirmou:

  “Os prognósticos que se faziam sobre a Copa eram os mais terríveis possíveis. Começava com ‘não vai ter Copa’ e com ‘vai ser a Copa do caos’. Derrotamos a previsão pessimista e realizamos essa Copa das Copas”.

Era o tom da conversa informal. Afinal, quem realmente fez tais prognósticos? Quem, senão usuários das redes sociais e o povo manifestando nas ruas? Isto significa que Dilma lê nossos desabafos e acompanha nossas postagens no face? Então ela escuta as voz das ruas que está cada vez mais abafada pela questionável tática black bloc? Se escutou, se leu,  e agora se preocupou em nos dar uma resposta, se o governo federal guardou a voz dos protestos durante a Copa das Confederações e agora traz a público a desforra, por que não responder, com a mesma velocidade, às outras reivindicações tão mais sérias e de real interesse para o povo?

A paciência de nossa gente, aliada à disposição em se fazer festa, a alegria dos brasileiros em ver gringos, fotografar gringos, acolhe-los bem. Pelo menos no quesito descontração fizemos bonito sim. Mas então, podemos dizer que o maior legado da Copa, já nos pertencia: nossa condição brasileira. Afinal, ainda somos o país da hospitalidade e, infelizmente, também o do “deixa para lá”. Os protestos que tomaram as ruas do país no ano passado andam cada vez mais escassos, temos medo da reação da PM e da tática de guerrilha de alguns manifestantes. Paramos de reclamar para, enfim, torcer mas isso não faz desta a Copa das Copas.

Talvez para muitos gringos esta experiência tenha sido realmente incrível. Não porque a organização da Copa tenha sido brilhantemente executada, afinal de aeroportos à outras necessidades, muita coisa até que realmente funcionou, apesar de não estarem realmente concluídas. Então, se o caos não se instaurou, sorte a deles, sorte a nossa, sorte a da inquieta FIFA que teve que botar muita pressão sobre nossos políticos para que as coisas funcionassem.

 Mesmo assim, Dilma afirmou que organizar o Mundial “foi uma árdua conquista” para o governo federal (oi?). Segundo ela, o Brasil demonstrou que tem condições de assegurar infraestrutura, segurança e tratamento adequado a turistas, seleções e chefes de Estado.  Chamo atenção para mais esta fala da presidente recordando o viaduto que despencou em Belo Horizonte, umas das obras incluídas em um pacote de promessas chamado O Legado. Muitos dos que apoiam o governo federal não tardaram em apontar como culpada a contratante, isto é, a prefeitura de BH. Possivelmente estarão certos, o que contudo nos faz lembrar que os méritos e os deméritos em relação ao legado da Copa não são apenas do governo federal, pois os Estados e municípios também tiveram que correr para tentar aprontar as coisas a tempo. Ou será que quando as coisas dão certas, aí sim, foram feitas só pelo governo federal?

Queria ver era um claro balanço econômico sobre este grande evento, mas acho mesmo o caso do viaduto mineiro emblemático e vou parando por aqui com a seguinte reflexão: sem o trem-bala prometido para a Copa, para não listar outras obras que sequer serão executadas, ou não ficaram prontas, ou foram feitas com a mesma qualidade que aquelas da Avenida Pedro I em BH, onde o viaduto despencou; como fazer o balanço da Copa das Copas se a construção do legado prometido aos brasileiros e que deveria ser entregue antes do Mundial, ainda nem terminou?

Dilma fez gracinha. E nós, pagaremos a conta.

crise no setor elétrico Dilma fez gracinha. E nós, pagaremos a conta.

DILMA, ASSIM ATÉ EU DIMINUO A CONTA DE LUZ. Quando Dilma nos prometeu economia com a conta de luz, o que aconteceu depois? Com os valores bem abaixo do valor de mercado, as empresas de fornecimento não participaram do leilão de distribuição de energia, feito junto às hidrelétricas… o jeito foi apelar para o chamado “mercado livre”, que aqui no Brasil fica por conta das termoelétricas (energia eólica pra que né gente) e, no sufoco, o governo teve que intervir e soltar dinheiro para o setor.

Lembra?  “Segundo Dilma, o corte na tarifa de energia para residências será de 18% e para a indústria, de até 32%, mesmos percentuais informados pela Aneel no início da tarde. Os cortes são ainda maiores que os anunciados pela própria presidente em setembro, quando ela afirmou que a redução média seria de 16% para residências e de até 28% para a indústria.

Pagaremos esta conta a partir de 2015.   Ao que parece, começaremos a pagar agora, nem dá tempo de deixar passar as eleições.

O problema vinha se agravando e durante a Copa, todo mundo ficou caladinho. Agora, em Santa Catarina por exemplo, o reajuste será de quase 25%É que o setor de energia elétrica do país se encontra à beira de um colapso. Metade das obras necessárias está atrasada e a dívida pela compra de energia só aumenta. As hidrelétricas não conseguem mais suprir a demanda energética: Furnas chegou durante a Copa à 28% de sua capacidade. No reservatório entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, desde julho, não há mais água suficiente para geração de energia…. No total as hidrelétricas brasileiras já tomaram 11 bilhões de reais em empréstimos para lidar com esta situação, digna de ser chamada gravíssima. Na verdade, já se fala de “a pior crise no setor desde meados dos anos 70.”

“Desculpe o chavão, mas ‘nunca antes neste país’ tivemos uma situação tão nevrálgica no setor energético. Na área de energia elétrica, independente da grave situação causada pela falta de chuvas, houve uma série de medidas um tanto intempestivas que trouxeram insegurança e retração de investimentos, com incremento excessivo da geração termoelétrica. Vemos os custos subindo de forma preocupante e indústrias parando. Na área de petróleo estamos com a produção estagnada desde 2008 e, na de biocombustível, temos 40 usinas paralisadas. Tudo isso não decorre apenas do clima”, advertiu Luiz Augusto Horta Nogueira, professor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e pesquisador do Nipe.

Especialistas apontam que os atuais problemas do setor das hidrelétricas foram drasticamente agravados  em 2012 quando nossa presidente o governo federal resolveu baixar a conta de luz dos brasileiros. De lá para cá, sem os investimentos necessários, a conta das hidrelétricas não fecha mais. O montante acumulado para os meses em que é preciso recorrer a outros mercados de energia, não foi suficiente para se checar ao fim do ano.

Nem que este blog avisou: Já estamos endividados. Mas sentiremos este problema quando a Copa acabar, senão com a falta de energia, será então com o aumento significativo das contas. Isto, claro, só depois da Copa e também das eleições…

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