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Dilma fez gracinha. E nós, pagaremos a conta.

crise no setor elétrico Dilma fez gracinha. E nós, pagaremos a conta.

DILMA, ASSIM ATÉ EU DIMINUO A CONTA DE LUZ. Quando Dilma nos prometeu economia com a conta de luz, o que aconteceu depois? Com os valores bem abaixo do valor de mercado, as empresas de fornecimento não participaram do leilão de distribuição de energia, feito junto às hidrelétricas… o jeito foi apelar para o chamado “mercado livre”, que aqui no Brasil fica por conta das termoelétricas (energia eólica pra que né gente) e, no sufoco, o governo teve que intervir e soltar dinheiro para o setor.

Lembra?  “Segundo Dilma, o corte na tarifa de energia para residências será de 18% e para a indústria, de até 32%, mesmos percentuais informados pela Aneel no início da tarde. Os cortes são ainda maiores que os anunciados pela própria presidente em setembro, quando ela afirmou que a redução média seria de 16% para residências e de até 28% para a indústria.

Pagaremos esta conta a partir de 2015.   Ao que parece, começaremos a pagar agora, nem dá tempo de deixar passar as eleições.

O problema vinha se agravando e durante a Copa, todo mundo ficou caladinho. Agora, em Santa Catarina por exemplo, o reajuste será de quase 25%É que o setor de energia elétrica do país se encontra à beira de um colapso. Metade das obras necessárias está atrasada e a dívida pela compra de energia só aumenta. As hidrelétricas não conseguem mais suprir a demanda energética: Furnas chegou durante a Copa à 28% de sua capacidade. No reservatório entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, desde julho, não há mais água suficiente para geração de energia…. No total as hidrelétricas brasileiras já tomaram 11 bilhões de reais em empréstimos para lidar com esta situação, digna de ser chamada gravíssima. Na verdade, já se fala de “a pior crise no setor desde meados dos anos 70.”

“Desculpe o chavão, mas ‘nunca antes neste país’ tivemos uma situação tão nevrálgica no setor energético. Na área de energia elétrica, independente da grave situação causada pela falta de chuvas, houve uma série de medidas um tanto intempestivas que trouxeram insegurança e retração de investimentos, com incremento excessivo da geração termoelétrica. Vemos os custos subindo de forma preocupante e indústrias parando. Na área de petróleo estamos com a produção estagnada desde 2008 e, na de biocombustível, temos 40 usinas paralisadas. Tudo isso não decorre apenas do clima”, advertiu Luiz Augusto Horta Nogueira, professor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e pesquisador do Nipe.

Especialistas apontam que os atuais problemas do setor das hidrelétricas foram drasticamente agravados  em 2012 quando nossa presidente o governo federal resolveu baixar a conta de luz dos brasileiros. De lá para cá, sem os investimentos necessários, a conta das hidrelétricas não fecha mais. O montante acumulado para os meses em que é preciso recorrer a outros mercados de energia, não foi suficiente para se checar ao fim do ano.

Nem que este blog avisou: Já estamos endividados. Mas sentiremos este problema quando a Copa acabar, senão com a falta de energia, será então com o aumento significativo das contas. Isto, claro, só depois da Copa e também das eleições…

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