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Inspiração em cativar.

raposinha Inspiração em cativar.Estou concluindo uma mudança, o que inclui medir, montar, desencaixotar e (re)organizar. E, no meio dos meus livros que aos poucos saem das caixas e vão ganhando espaço na casa, reencontrei um amarelado exemplar de O Pequeno Príncipe. Sou réu confesso. Nunca o li por inteiro. Faltou-me a paciência e eu não sei bem quem é o tal pequeno príncipe e quais suas verdadeiras intenções, neste e em outro mundo. Mas algumas passagens do livro, conheço quase que de cor. E, como a literatura tem o poder de nos transmitir através das fábulas grandes verdades,(e é mais fácil digerir fábulas do lidar com algumas verdades “nuas e cruas”) destaco três pequenos trechos do livro, ciente que o que quero expressar está bem apresentado ali:

“Cativar algo quase sempre esquecido – disse a raposa. Significa ´criar laços´[… ] eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo […] se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… “

Saint Exupèry, cara sábio, né não?