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#fechadoComOTinga: o racismo, as teclas de um piano e uma belíssima canção de Paul McCartney.

piano #fechadoComOTinga: o racismo, as teclas de um piano e uma belíssima canção de Paul McCartney.

A canção é Ebony And Ivory (Ébano e Marfim) do ex-Beatles Paul. Nela o tema do racismo e da convivência é tratado pela metáfora da harmonia  das teclas de um piano. Uma mensagem que em tempos de #FechadoComOTinga ganha novo vigor. Afinal, “todos sabemos que as pessoas são iguais aonde quer que vamos” … será mesmo? A reflexão sobre o racismo que o caso mais recente no futebol internacional trouxe a tona (leia aqui) cria uma oportunidade para que cada um reveja conceitos e reformule posturas. (Em se tratando de futebol, específicamente, acho tão terrível quanto o racismo dirigido ao Tinga, as provocações violentas das torcidas e as ofensas, verbais ou físicas, para quem apenas escolheu um time diferente para chamar de “seu”). Ouça a música e conheça sua belíssima mensagem:

Link para o Youtube aqui ó: Ebony and Ivory Paul McCartney and Stevie Wonder (lyrics)

Ébano e marfim

Ébano e marfim vivem juntos em perfeita harmonia

Lado a lado no meu teclado, oh Deus, por que nós não?

Todos sabemos que as pessoas são iguais aonde quer que vamos

Há mal e bem em todo mundo,

Aprendemos a viver, aprendemos a dar

Uns aos outros o que precisamos para sobrevivermos juntos.
Ébano e marfim vivem juntos em perfeita harmonia

Lado a lado no meu teclado, oh Deus, por que não

nós?
Ébano, marfim, vivendo em perfeita harmonia

Ébano, marfim, ooh
Todos sabemos que as pessoas são iguais aonde quer que vamos

Há mal e bem em todo mundo,

Aprendemos a viver, aprendemos a dar

Uns aos outros o que precisamos para sobrevivermos juntos.
Ébano e marfim vivem juntos em perfeita harmonia

Lado a lado no meu teclado, oh Deus, por que nós não?

Ébano, marfim, vivendo em perfeita harmonia

Link para letra e tradução: http://www.vagalume.com.br/paul-mccartney/ebony-and-ivory-traducao.html#ixzz2tUOKom2V

UPDATE: Comentário de Beatriz Lott na página do blog no Facebook. Gostei tanto de ler, que o acrescento a este texto: “Beatriz Lott diz Boa Claudio! Amo esta música. Não sei se sabe, mas o Paul a fez junto com o gêêênio do Steve Wonder!!! E outra curiosidade: o Milton Nascimento fez “Certas canções” por causa desta música. Demais, não?” Realmente!

Sua vida tem trilha sonora? (Ou o “poder” de nossa playlist mental)

 Sua vida tem trilha sonora? (Ou o poder de nossa playlist mental)

Existem pessoas capazes de descrever suas vidas a partir de uma trilha sonora imaginária e eu me incluo neste grupo.Tempos atrás ganhei de uma amiga e confidente um CD com 18 canções que iam do MPB ao Rock, passando pela trilha de um game (Super Mário Bros!). Em 18 faixas, um resumo sentimental de muitos anos de amizade, altos e baixo e, enfim, de convivência.

 Há um filme estrelado por John Cusack (Alta Fidelidade) onde a trilha sonora é tão bem explorada que se tornar uma espécie de personagem do enredo. Penso que este é um poder que a música tem. Ser uma presença. De fato, existem canções que nos interpelam e dialogam conosco, arrancando de nós sentimentos profundos, desejos escondidos, vontade de abraçar alguém ou de implodir parte do mundo. Há ainda o mistério daquela canção que, tal como uma fotografia, nos remete aos momentos importantes e aos tempos das escolhas difíceis, que nos fizeram crescer, e chorar, um cadinho mais. Música é assim, toca a alma e reverbera.

O “Alta Fidelidade” foi inspirado em um livro de mesmo nome. Sua mensagem de fundo poderia ser traduzida por “diga-me o que escutas, e eu te direi quem és”. (Portanto, nossa playlist mental é matéria de autoconhecimento sim senhor!). Há um trechinho do “Alta Fidelidade “que quero destacar, pois nos convida a refletir: “O que veio primeiro? A música ou a miséria? As pessoas se preocupam com crianças brincando com armas, vendo vídeos violentos, como se a cultura da violência fosse consumi-las. Mas ninguém se preocupa se escutam milhares de canções sobre sofrimentos, rejeição, dor, miséria e perda. Eu ouvia música pop porque era infeliz? Ou era infeliz porque ouvia música pop?”

E então, “bora” selecionar a playlist que nos trará as coisas boas da vida?