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Ser contra o terrorismo é ser a favor do Islã.

islamophobia Ser contra o terrorismo é ser a favor do Islã. Não deveria parecer contraditório:  se você é contra o terrorismo e está a favor da liberdade, você deve ser a favor do Islã. O que fomenta a violência não é o Alcorão mas a intolerância travestida de superioridade. Pense nisso quando for disseminar frases de desconfiança sobre os seguidores de Maomé.

Já postei dois textos sobre os acontecimentos recentes na França. O primeiro, em um tom crítico, recebeu mais de 120 curtidas. O outro post continha uma reflexão mais benigna e recebeu apenas duas.

Li trechos do Alcorão quando cursei disciplinas sobre o Islã em uma graduação e depois numa pós. Não encontrei nada de diferente na essência dessa religião capaz de justificar a barbárie que seus extremistas cometem. Cá entre nós, se fosse por obediência ao profeta, em alguns textos do Antigo Testamento da Bíblia cristã, muitos dos quais extraídos da Torá judaica, é o próprio Deus que manda que se extermine  os seus inimigos. E no entanto, a boa hermenêutica já não nos faz querer sair por aí assassinando ninguém.

Esta semana o Charlie passará de 60.000 tiragens para nada menos que 3.000.000 de impressões trazendo Maomé na Capa em uma edição histórica. A capa falará em perdão. Por outro lado, um amigo brasileiro residente na Europa, me afirmou que  existem por lá fortes rumores de que o atentado foi uma farsa na tentativa de promover o endurecimento da entrada de estrangeiros ali, sobretudo os de origem árabe.

Diante disso é tanto melhor que todos queiramos defender a liberdade do Charlie, mesmo os que como eu não concordam com a linha editorial do jornal. Todavia volto a lembrá-los que se o Charlie tem a liberdade de dizer, o Islã também tem sua liberdade em ser. Esta afirmação incomoda traz luz à uma questão subjacente ao tema: Há limites à liberdade de expressão? Sim, tanto quanto há limites para seguidores do Islã, para os grafiteiros amantes de sua arte ou para um casal de nudistas.

Outrora a França reemplacou a importância do conceito de liberdade em um  mundo emergente. Mas o fez na companhia de dois outros conceitos: igualdade e fraternidade. No meu modo de pensar, sem estes dois últimos a liberdade se torna desculpa sorrateira para qualquer tipo de ataque.

O “Top10″ do Papa Francisco sobre a Felicidade.

papa2 O Top10 do Papa Francisco sobre a Felicidade.

Papa Francisco concedeu uma entrevista à revista argentina Viva, publicada no dia 27 de julho, em que deixou para os leitores algumas dicas preciosas para ajudar na busca da felicidade. Eis os 10 conselhos do Papa:

1) Viver e deixar viver, primeiro passo para a felicidade
“Aqui os romanos têm um ditado e podemos levá-lo em consideração para explicar a fórmula que diz: ‘Vá em frente e deixe as pessoas irem junto’.” Viva e deixe viver é o primeiro passo da paz e da felicidade.

2) Doar-se aos outros para não deixar o coração dormindo
“Se alguém fica estagnado, corre o risco de ser egoísta. E água parada é a primeira a ser corrompida.”

3) Mover-se com humildade, com benevolência entre as pessoas e as situações
O Papa usa o termo “remansadamente”, de um clássico da literatura argentina. “No [romance] ‘Dom Segundo Sombra’ há uma coisa muito linda, de alguém que relê a sua vida. Diz que em jovem era uma corrente rochosa que levava tudo à frente; quando adulto era um rio que andava para a frente e que na velhice se sentia em movimento, mas remansado. Eu utilizaria esta imagem do poeta e romancista Ricardo Guiraldes, este último adjetivo, remansado. A capacidade de se mover com benevolência e humildade, o remanso da vida. Os anciãos têm essa sabedoria, são a memória de um povo. E um povo que não se importa com os mais velhos não tem futuro.”

4) Preservar o tempo livre como uma sadia cultura do ócio
“O consumismo levou-nos a essa ansiedade de perder a sã cultura do ócio, desfrutar a leitura, a arte e as brincadeiras com as crianças. Agora confesso pouco, mas em Buenos Aires confessava muito e quando via uma mãe jovem perguntava: Quantos filhos tens? Brincas com os teus filhos? E era uma pergunta que não se esperava, mas eu dizia que brincar com as crianças é a chave, é uma cultura sã. É difícil, os pais vão trabalhar e voltam às vezes quando os filhos já dormem. É difícil, mas há que fazê-lo”.

5) O domingo é para a família
“Um outro dia, em Campobasso (Itália), fui a uma reunião entre o mundo universitário e mundo trabalhador, todos reclamavam que o domingo não era para trabalhar. O domingo é para a família”.

6) Ajudar de forma criativa os jovens a conseguir um emprego digno
“Temos de ser criativos com este desafio. Se faltam oportunidades, caem na droga. E é muito elevado o índice de suicídios entre os jovens sem trabalho. Outro dia li, mas não me fio porque não é um dado científico, que havia 75 milhões de jovens com menos 25 anos desempregados. Não basta dar-lhes comer, há que inventar cursos de um ano de canalizador, electricista, costureiro. A dignidade de levar o pão para casa”.

7) Cuidar da natureza, amar a criação
“Há que cuidar da criação e não o estamos fazendo isso. É um dos maiores desafios que temos.”

8) Esquecer-se rapidamente do negativo que afeta a vida
“A necessidade de falar mal de alguém indica uma baixa auto-estima. É como dizer ‘sinto-me tão em baixo que em vez de subir baixo o outro’. Esquecer-se rapidamente do negativo é muito mais saudável”.

9) Respeitar o pensamento dos outros
“Podemos inquietar o outro com o testemunho para que ambos progridam com essa comunicação, mas a pior coisa que se pode fazer é o proselitismo religioso, que paralisa: ‘Eu dialogo contigo para te convencer’. Não. Cada um dialoga sobre a sua identidade. A Igreja cresce por atração, não por proselitismo”.

10) Buscar a paz é um compromisso
“Vivemos uma época de muitas guerras. Na África parecem guerras tribais, mas são algo mais. A guerra destrói. E o clamor pela paz é preciso ser gritado. A paz, às vezes, dá a ideia de quietude, mas nunca é quietude, é sempre uma paz ativa”.

Fonte: Aleteia